O
cinema sempre foi uma arte que levou milhares de pessoas no mundo todo
a compartilhar dentro de uma sala de projeção as mais variadas
formas de diversão, fantasia, magia e sonhos. Mas o que moveu os
artistas responsáveis por essas obras cinematográficas que
por mais de um século compartilham a história da humanidade?
“Se um
quadro não lhe agrada, você passa a olhar o do lado. Mas o
cinema é um espetáculo, você está sitiado, preso,
nas mãos do realizador”.
“Quando estou na presença dos atores, diante dos cenários, descubro que tudo que fiz e escrevi não vale nada; descubro que aquela resposta que me parecia cheia de vida não significa mais nada quando é enunciada por um ator que lhe imprime sua própria personalidade; descubro que sou obrigado, na realidade, a conjugar minha própria personalidade com a personalidade do ator. Estamos num ofício em que não se faz nada sozinho. Cada passo é uma colaboração com alguém”.
Só
realizando uma obra cinematográfica com responsabilidade é
que se pode realmente aprender e, na verdade, cinema é um constante
aprendizado, para novos e experientes cineastas.
Nesse contexto, o Super-8 exerce
um papel didático fundamental na formação de novos
profissionais de cinema, assim como é uma das categorias que mais
abrem espaço para novas propostas e experiências na realização
dos filmes. Vários cineastas brasileiros e estrangeiros começaram
e/ou utilizaram o formato Super 8 em seus filmes. Ex: Jairo Ferreira, Beto
Brant, Guilherme de Almeida Prado, Jean-Luc Godard, Wim Wenders).
Também conhecido como “bitola
nanica”, o Super-8 experimenta nos anos 90 um verdadeiro ressurgimento,
uma vez que o período em que mais tinha sido utilizado foi na década
de 70. Um número crescente de filmes, comerciais, videoclipes e
documentários tem sido produzido nessa bitola, desmentindo o mito
de que o Super-8 não tem nenhuma aplicação comercial.
Os realizadores geralmente são atraídos pela textura granulada
e diferenciada da película.
Os festivais de cinema representam
um espaço importante para a troca de idéias e experiências
entre os realizadores de todos os formatos. Vários festivais internacionais
tem mostras de Super-8, dos quais podemos citar o de Chicago (Estados Unidos),
o de Clermont-Ferrant (França) e o Festival Internacional do Chile,
entre outros.
“Sempre fui da opinião que é melhor não rodar um filme do que me meter num projeto do qual não estivesse convencido por completo. Mas hoje, penso diferente: pode-se aprender até mesmo com um filme ruim. E, talvez, ele também represente um passo a mais em direção a algo melhor... Eu teria feito melhor se trabalhasse mais”.